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Fórum universitário debate papel das TVs públicas

abtu

Brasil - O XIII Fórum Brasileiro de Televisão Universitária é um evento realizado pela Associação Brasileira de Televisão Universitária (ABTU) e tem como tema “A televisão universitária frente aos novos desafios da TV pública”. O fórum aconteceu de 21 a 23 de outubro de 2013 no auditório da Universidade de Fortaleza (Unifor). A abertura foi no dia 21 às 18h, mesas redondas e apresentações de trabalho aconteceram a partir do dia 22 às 9h. Em paralelo aconteceu também o II Encontro de Televisões Universitárias Ibero-Americanas.

A primeira mesa do fórum, realizada na manhã de terça-feira (22) debateu o papel das TVs universitárias e a importância destas como produtoras de conteúdo público. Foi apontada a necessidade de que a TV universitária não seja mera janela de exibição, mas também produtora de conteúdo. Na apresentação do diretor da Associação de Televisões Educativa e Culturais Ibero-americanas (ATEI) a iniciativa da Argentina foi destacada com bom exemplo na América Latina. No país a Lei de Audiovisual permitiu a criação e manutenção de muitos centros de produção de conteúdo. As universidades se organizaram por regiões e estabeleceram polos de produção em praticamente toda a Argentina dotados de recursos. Além disso, produzem uma grande quantidade de material científico e educativo. Apontou também que em países como Costa Rica a criação de polos como os da Argentina ainda está em processo.

Para o Gerente Canal Zoom (Canal Nacional Universitário da Colômbia com produção de 43 universidades) German Perez, a TV universitária deve cumprir a função de levar para a audiência o que está sendo desenvolvido nas instituições de ensino superior, bem como criar conteúdos de interesse da comunidade. O diretor do Sistema Universitário de Rádio e Televisão da Universidade de Guadalajara (sistema que trabalha com TV, rádio, cinema e livros, possui dois canais de televisão e oito estações de rádio no país), Gabriel Torres Espinoza, apresentou o modelo de trabalho realizado na maior universidade do México. Espinoza destacou a importância da coprodução internacional.

A mesa seguinte foi a que trouxe à tona o debate sobre experiências inovadoras no ambiente da TV Universitária. Dois casos que mostraram soluções criativas foram apontados. A TV PUC Goiás foi um dos exemplos que, a partir da utilização de cenário com painéis móveis, conseguiu contornar o problema da falta de espaço de estúdio. Outro exemplo foi o da TV da Universidade da Paraíba, primeira experiência de TV Digital pública voltada para população de baixa renda no Brasil. Participantes de baixa renda do projeto piloto Brasil 4D tiveram a oportunidade de experimentar a TV interativa em casa. O projeto de acessibilidade à TV 4D foi considerado um sucesso pela população.

Outro tema de debate de mesa-redonda foi a regulamentação da TV pública e da televisão universitária. Desafios a serem enfrentados foram apontados pelo conselheiro da ABTU, Cláudio Magalhães e pelo diretor editorial da revista Tela Viva, André Mermelstein. Cláudio convocou os presentes a se manifestarem em favor de garantias de que o sinal da televisão aberta vai continuar com qualidade e que haverá espaço para os canais públicos de TV aberta no País. O medo é da faixa de frequências de 700 Mhz, que abriga os canais 52 a 69, fique livre para ser usada pela internet 4G, tirando espaço da televisão aberta. Outra questão abordada foi a criação de canal universitário nacional. Para André, a utilização de plataformas digitais não tradicionais que vêm ganhando muita importância e poderiam ser utilizadas para a criação do que seria um embrião do Canal Universitário Nacional.

Fonte: Associação Brasileira de Televisão Universitária

Publicado em: 07/11/2013

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